16 de março de 2012

Ir para onde?

Estamos num momento complicado para viagens dentro do Brasil. Não só altos custos de passagens aéreas, de hotéis e serviços, como também despreparo das regiões receptivas, falta de investimento público em infra-estrutura, como coleta de lixo, pavimentação, transporte público, etc. acabam espantando não só o turista brasileiro como o estrangeiro. Recebemos 3 x menos turistas estrangeiros durante um ano que as Ilhas Baleares, na Espanha e acho isso completamente compreensível. Sofremos de um ufanismo crônico e achamos que temos as praias mais bonitas do mundo. Mas o turismo não vive só de praias, e com certeza existem praias tão ou mais bonitas quanto as nossas. (E isso faz muito sentido para quem já foi para as praias da Tailândia.) As pessoas cada vez mais saem de suas casas para ter experiências completas, ter vivência com culturas e povos diferentes, agregar mais valor à viagem. E é aí que "o bicho pega". Com poucas exceções, o Brasil é muito pouco desenvolvido para o turismo. Foz do Iguaçu é um dos principais destinos turísiticos do Brasil e há pouquíssimos vôos diretos de São Paulo ou Rio. As estradas do nordeste são caóticas. Pousadas simples cobram valor de hotel 5 estrelas (ai ai Noronha). E nem precisamos ir muito longe: a estrada Ubatuba/Paraty já chegou a ficar parcialmente bloqueada por quase 2 anos! Isso apenas citando algumas coisas.
E para o turista estrangeiro isso é muito pior, ainda mais que, praia por praia, há todo o Caribe entre a Europa/USA e o nordeste brasileiro. E ninguém pode negar que o Caribe tem praias muito bonitas e por metade do preço.
Na minha opinião, o Brasil precisa deixar de achar que somente a beleza natural será responsável por atrair todos os turistas e começar a achar que turismo é coisa séria, que traz dinheiro de fora e faz rodar o dinheiro internamente. Por enquanto, com o câmbio pouco favorável para viagens internas, temos que aproveitar para conhecer destinos que financeiramente são inviáveis com outra situação de câmbio e torcer para que a profissionalização da indústria turística ajude a transformar o quadro.

9 de outubro de 2011

O inesperado

Já aconteceu com vcs? Algo inesperado acontece e se torna a "cereja do bolo"?
Algumas vezes isso aconteceu comigo.
Lembro que, viajando pela Europa de mochila com minhas irmãs, tinhamos sido avisadas que o trecho de Nice para Roma de trem era perigosíssimo. Nos contaram histórias de sprays soníferos, roubos de documentos entre outras coisas mais. Embarcamos no trem e já planejamos revezamento de horário para dormir e ter sempre alguma de nós acordada. Na mesma cabine, um francês e um italiano. O francês desceu na fronteira e ficamos nós três e o tal italiano. Ai que medo... Em dado momento, o italiano puxou papo conosco e muito simpático foi nos dando várias dicas de Roma. O papo foi evoluindo e quando chegou em Roma, ele não só nos ajudou a achar um hotel, como nos levou para passear pela cidade por 2 dias seguidos. Foi ótimo!
Viajando pela Grécia, chegamos sem hotel em Kerkira. Perdidas, decidimos pegar o primeiro hotel que nos ofereceram. Estava por um preço um pouco mais caro que um albergue e decidimos arriscar. Acabamos num hotel 4 estrelas, frente mar, com praia particular e apto de 80m2. Maravilhoso!
Viajando pela Bahia, estávamos em Alcobaça, eu e mais três amigas. Tentávamos ir para Abrolhos e não conseguíamos. Estavamos mais que decepcionadas. Tinhamos ido para lá para isso e ficamos empacadas na cidade. Mas por algum motivo que só os baianos conhecem, fomos "adotadas" por agulmas pessoas e acabamos passando dias maravilhosos passeando de barco por toda a região.
Na África do Sul, estávamos já encerrando o safári. Tinha sido um dia ótimo. Era escuro e não enxergávamos mais nada a não ser um pouco da estrada que os faróis iluminavam. De repente, um grupode cães selvagens, animais na lista dos mais ameaçados de extinção, apareceu bem na nossa frente. Tivemos que frear o carro para não atropelar todos. Eles passaram por nós correndo, mas o último, um filhotes de alguns meses ficou fascinado pelos faróis e só saiu mesmo da frente quando a mãe veio buscar.
E vc? Algum momento especial?

24 de setembro de 2011

New York, New York

No final de semana passado fui para NYC passar uns dias. Na verdade, seguindo o jeito como minhas viagens são, foram apenas 5 dias. Corrido, mas sempre vale a pena. Chegamos na quinta e já fomos direto para a Times Square. As luzes, o movimento, toda a agitação... é incrível.


Dia seguinte foi de compras. Lá fomos nós para um outlet em New Jersey. Pegamos o busão e chegamos antes do almoço. Pode parecer loucura, mas um dia é muito pouco para um outlet nos EUA. Se vc quer mesmo procurar boas opções e olhar "tudo", precisa de bem mais tempo. No final do dia, cansadas e com várias sacolas de compras e uma mala comprada de última hora, desistimos de pegar a fila de 1 hora para o ônibus de volta e apelamos para o táxi. À noite foi só para comer alguma coisa num restaurante próximo e comprar um lanche para quem ficou baqueado no quarto do hotel.

Sábado era dia de conhecer a cidade. Começamos passeando pela Midtown. Passamos pelo Rockfeller Center e seguimos para a igreja de ST. Patrick. Linda.



De lá somente uma passadinha pelo Empire State Building pois a fila para subir era enorme e fomos conhecer a Gran Station. O afresco do teto é lindo, com constelações brilhantes num fundo azul claro. Pena que é impossível pegar essa imagem com uma máquina fotográfica não profissional.


Continuamos nosso trajeto para a Biblioteca Pública (ainda bem que existe Hollywood, por que de outra forma duvido que conseguiria levar 2 adolescentes para uma biblioteca e eles acharem que é um programa legal!!!). O prédio é lindo e as salas de leitura são enormes e muito bonitas.



Tentamos ir ao Chelsea Market para almoçar nos famosos restaurantes de frutos do mar, mas em pleno sábado, foi impossível. Mas o bom hamburger num restaurante nas redondezas já valeu a pena. Seguimos descendo a cidade até o Battery Park. De lá saem os ferries para a Estátua da Liberdade. Chegamos tarde e as últimas saídas já estavam lotadas. O jeito foi ver de longe mesmo. Bem le longe. Ok, pessoalmente não era tão distante, mas na foto... ainda bem que o zoom funciona bem.


Voltamos passando pelo Charging Bull, símbolo da Wall Street, que infelizmente estava isolado devido a protestos contra a Bolsa de Valores, e depois fomos ao Ground Zero, onde havia as torres gêmeas destruidas em 2001. Ainda com muitas obras mas alguns prédios já começam a despontar. Melhor do que há 2 anos atrás. Hora de voltar para o hotel e se preparar para o musical "How to Succeed in Business Without Really Trying". A escolha: Daniel Radcliff (ator de Harry Potter) no papel principal. Lembra dos dois adolescente?? Pois é! Mas a escolha foi boa. Nos divertimos muito. O jantar no Planet Hollywood finalizou o dia.

No domingo começamos o dia indo para o Museu de História Natural (ainda agradecendo Hollywood). O Museu é demais, mas precisaria um dia inteiro para conhecer tudo.

Depois de conhecer as salas da biodiversidade, toda a ala dos dinossauros e a loja do museu, que por sinal, tem uma quantidade incrível de brinquedos e lembranças super interessantes para crianças e adultos, fomos passear pelo Central Park. Mas antes, um típico hot dog numa barraquinha em frente ao parque. Uma descansada e lá vamos nós para mais caminhada.


Como é típico por lá, ao invés de vermos joguinhos de futebol pelo parque, grupos de pessoas jogando beisebol. Bem interessante, ainda mais quando já se sabe pelo menos o básico das regras.


Depois de todo esse passeio, pegamos um táxi (o que demorou cerca de 10-15 min pois domingo à tarde é impossível achar um taxi vazio) de volta ao hotel. Deixamos nossas comprinhas e fomos de novo para a Times Square para a despedida. Aproveitamos para passar pela loja da M&M's e na Toys'r'us. Uma loucura para crianças de qualquer idade.


O jantar no Hard Rock Cafe fechou nossa viagem com chave de ouro. De volta para o hotel só tinhamos que fazer caber na mala, tudo o que havíamos comprado. Duas horas e cinco malas lotadas depois, fomos dormir para acordar bem cedinho já com saudades de NYC.

Bye bye New York.






  

bem vindo aos viajantes

Bem vindos àqueles que amam viagens tanto quanto eu. Àqueles que viajam pela internet, onde imagens estão a um click, mas que não abandonam a emoção de viajar pessoalmente, de ter experiências únicas e inigualáveis. ESpero que vocês viajem junto comigo.